30 de abril de 2013

Quote


"If you want a happy ending, that depends, of course, on where you stop your story."

Orson Welles

26 de abril de 2013

Receita para o Esquecimento

INGREDIENTES

Garrafas de vinho tinto, velho, aveludado, com um bom "bouquet" (2).
Copos de cristal (2).
Gira-discos (1)
Vinil the Gloria Gaynor com o tema “I Will Survive” (versão de 1979) (1) (não se preocupe com as associações e preconceitos).
Mesa rectangular (1) e cadeiras (2).
Toalha de mesa, decorada com corações, no estilo mais piroso que conseguir encontrar (1).
Lâmpada vermelha ao melhor estilo cabaret (1).
Todas as fotografias, cartas e demais objectos que tenha relacionados com a pessoa a esquecer (1).
Meia dúzia de versos.
Lágrimas à discrição (frescas e entaladas).
Uma ponta de desespero.
Angustia q.b.
Uma parede solidamente erigida.
Maços de cigarros (2) (opcional).
Baú com cadeado (1).
Frasco de gurosans (1).

MODO DE PREPARAÇÃO.

Numa sala pequena, vazia e sem janelas coloque a mesa no centro e a toalha por cima.
Disponha cada uma das cadeiras nas extremidades dos rectângulos (devem distar pelo menos 1,5 metros) e, á frente das mesmas, cada um dos copos.
Enrosque a lâmpada, acenda-a e apague todas as outras.
Coloque o vinil no gira-discos (não esquecer de o ligar á corrente).
Espalhe as fotos, cartas e demais objectos em cima the mesa, coloque a foto que menos gostar em posição vertical, e sente-se na cadeira oposta.
Encha o copo com o vinho (repita esta operação as vezes necessárias até esvaziar as duas garrafas).
Ponha a música a tocar repetidamente (para melhores resultados sugerimos que utilize uma mesa de apoio onde coloque o gira-discos e situe-a próximo the cadeira onde se sentou).
Grite a canção em plenos pulmões pelo menos 5 vezes (se conseguir, pode também cantá-la outras tantas).
Polvilhe, ao seu gosto, toda a preparação com lágrimas (sugerimos que comece pelas entaladas) desespero e angustia.
Fume os cigarros que lhe aprouver (caso em que se recomenda um cinzeiro com bastante profundidade).
Uma vez emborcado o vinho (porque é disso que se trata), levanta-se (não esquecer apoiar devidamente as mãos) dirija-se á parede e bate 3 vezes com a cabeça na mesma (para as almas mais sensíveis este procedimento pode ser concretizado de forma simbólica apenas encostando a dita na dita).
Guarde as fotografias, cartas e objectos no baú, feche-o á chave e perca definitivamente a mesma.
Uma vez concluída a preparação, desloque-se rapidamente para a cama (evite passar pela casa-de-banho), deite-se, beba 1 gurosans com água (repita a operação três vezes nas 24 horas seguintes) e adormeça.
Quando acordar verá que é um novo dia.


Repetir sempre que necessário.

25 de abril de 2013

10 de abril de 2013

31 de março de 2013

Amanhã logo se vê

Hoje, mas só hoje, perdoo-te.
Hoje, mas só hoje, desculpo-te todos os enganos, todas as palvras que nunca sentiste, todos os sorrisos não verdadeiros.
Hoje, mas só hoje, perdoo-te o não quereres fazer caminho perto de mim. Não agarrares a mão que tantas vezes estendi.
Perdoo-te os silêncios e o que foi dito em excesso. Perdoo-te os excessos. As faltas. As presenças e as ausências. A distância na proximidade.
Perdoo-te nunca me teres perdoado...
Perdoo-te todas as expectativas, todos os sonhos e toda a realidade que nunca foi minha.
Perdoo-te as mentiras. Principalmente as que nem deste conta.
Perdoo-te todas as lágrimas.
Todas as lágrimas.
Todas as lágrimas.
Perdoo-te o sal que me queim(a)ou a pele.
Mas hoje, só hoje, morreram-me todos os fragmentos do que alguma vez senti por ti.
Morreu a amizade, a verdadeira e a que tantas vezes fingi.
Morreu o respeito.
Morreu o desejo.
Morreu o carinho. Toda a ternura.
Morreu, até, a pena. E ela era tão grande. Enorme. Gigante. Como um dia foste tu.
Hoje, mas só hoje, perdoo-te.

E hoje, mas só hoje, perdoo-me.
Mas só hoje.
Amanhã logo se vê...
 

30 de março de 2013

Do que me faz sorrir*

*e me aquece o coração
 
"Então, usamos a do requiem for a dream..."

17 de março de 2013

Eu não o diria melhor...

"O que nos une ainda não foi inventado. Será uma cumplicidade tesuda, uma comunhão acesa, uma paixão que se ama. O que nos une ainda não foi inventado. Gosto de pensar que nada nos apagará de nós, que nem a morte - quanto mais a vida - terá força para nos apartar. Os teus lábios de carne e fogo, a tua pele que, com a minha, se agarra ao tempo e o faz parar. E depois o suor, o gemido. E a sensação, sempre a sensação, de que, por mais que os corpos cedam e as respirações parem, algo assim não acabará. Porque só o que é eterno não acaba."

Pedro Chagas Freitas

14 de março de 2013

Facto:



"Even being alone it's better than sitting next to your lover and feeling lonely." 

Before sunset

25 de fevereiro de 2013

Perfeito

Maturidade e Solidão

Uma das coisas que quem escolhe viver independentemente sozinha e sendo solteira tem que lidar, é com a solidão. E nesse processo que requer algum treino e habituação, ao longo do tempo, o estar sozinho é tanto opção, como alterna com simplesmente não haver outra escolha. Pessoalmente, lido bem com isso. Gosto de viver sozinha, gosto de passar tempo sozinha, e hoje em dia escolho sem pensar duas vezes ficar em casa sozinha a ler um livro que fazer frete num programa que não me interessa. O problema é que há dias em que uma pessoa não quer estar sozinha, e se vê obrigada a ter de chamar a atenção dos amigos para esse facto, que nesta altura da vida e idade, estão demasiado ocupados com as suas vidas para se lembrarem que estamos sozinhos. Sempre. E se nas datas em que simplesmente não podemos estar sozinhos e como tal os obrigamos a comparecer, com convites para jantar ou do género, a verdade é que boa parte do tempo se esquecem da nossa condição de "sozinhos", e que ao contrário dos acasalados o não ter programa significa provavelmente jantar em silêncio pizza congelada em frente à televisão. Ou algo melhor num dia de inspiração. E que depois disso não há muito mais ânimo para mais nada, só para vestir o pijama.

22 de fevereiro de 2013

Maria Inês

Não deixa de me espantar a capacidade que te(nho)mos para criar espaço no coração para mais e mais pessoas. Principalmente quando a única coisa que fazem é existir.
Mas há qualquer coisa que nos prende de vez, que nos amarra sem possibilidade de retorno quando a mão pequenina se agarra ao nosso dedo, quando os olhos abrem e nos fixam, quando, em paz, se encostam a nós e dormem no nosso colo.
É a certeza de uma presença que não mais sai.

O mundo é grande Maria Inês.
Ás vezes parece de loucos. Lamentavelmente nem sempre te vão tratar bem. Vão-te magoar, vão-te enganar. Vão-te mentir. Vão trair a tua confiança. Vão-te fazer chorar...
Mas tu, vais crescer rodeada de Amor. Vão-te ensinar a nunca desistir, a levantar depois de cair e que a vida é boa, tão boa, e que mesmo quando tudo se une contra nós, à volta de uma mesa ou de uma fogueira tudo faz sentido.
Eu vou estar por cá.
Até quando não tiveres paciência para os teus pais, mesmo que só te apetecer fugir.
Chama quando quiseres.
Tu és linda e eu gosto muito de ti.


19 de fevereiro de 2013

A minha família é melhor do que a tua

Gotta love the little boys!

H. - Patrícia, "podes-me" ajudar com os trabalhos de casa?
Eu - Claro, mas diz-se podes ajudar-me.
H. - Sim. Podes ajudar-me com os trabalhos de casa?
Eu - Sim. Trabalhos de quê?
H. - De casa.


14 de fevereiro de 2013

Parabéns!


" I don't know. You meet thousands of people and none of them really touch you. And then you meet one person and your life is changed... forever."



The Magnetic Fields - The Book of Love